// ENTRY NOTÍCIAS
Cabo de antena TV: IEC, conector F e 75 ohms
Um cabo coaxial de antena parece simples: um condutor central, isolamento, malha e bainha exterior. No entanto, escolhê-lo apenas pelo comprimento ou pela forma aproximada do conector origina bastantes falhas. Numa instalação doméstica convivem sinais de televisão terrestre (TDT), televisão por cabo e satélite, e nem sempre usam a mesma terminação.
Para acertar, é preciso verificar três dados: o serviço que pretende ligar, o conector de cada equipamento e a impedância do cabo. Em televisão doméstica, essa impedância é normalmente de 75 ohms. Os conectores mais habituais são IEC para TV/TDT e F roscado para satélite.
IEC e F: semelhantes na função, diferentes na utilização
O conector IEC, também designado por conector de antena de TV, é o redondo que se insere à pressão. Encontra-se com frequência em tomadas de parede, televisores, recetores TDT e alguns equipamentos de rádio. Pode ser macho, com um pino central visível, ou fêmea, com um alojamento central.
O conector F reconhece-se pela rosca. Em vez de inserir um pino independente, utiliza normalmente o próprio condutor central do coaxial como contacto. É comum em instalações de satélite, entradas de descodificadores SAT, LNB de antenas parabólicas, repartidores e determinados equipamentos de cabo ou banda larga.
Não convém decidir pela palavra «antena». Uma tomada marcada com TV usa normalmente IEC, enquanto uma marcada com SAT costuma levar F. Existem também tomadas mistas TV/R/SAT. A etiqueta da porta e a sua forma física mandam mais do que o nome comercial do aparelho.
Se precisar de comparar terminações, comprimentos ou adaptadores, a secção de cabos e adaptadores de antena permite filtrar a decisão depois de rever os conectores reais da instalação.
O que significam os 75 ohms
Os 75 Ω não descrevem a resistência que um multímetro mediria de extremo a extremo. Indicam a impedância característica do cabo perante sinais de radiofrequência. Esta propriedade depende da geometria do condutor, do dielétrico e da blindagem.
A cadeia de televisão está normalmente concebida para trabalhar a 75 Ω: cabo, tomadas, distribuidores, amplificadores e entradas dos equipamentos. Se introduzir um componente de outra impedância, surgem desadaptações. Parte do sinal reflete-se em vez de continuar para o recetor. Em percursos curtos poderá não se notar, mas uma instalação com sinal no limite, muitos metros ou vários repartidores pode perder margem e sofrer cortes ou pixelização.
O coaxial de 50 Ω é utilizado noutros âmbitos, como determinadas instalações de rádio e de dados. Pode ter conectores visualmente compatíveis com algum equipamento, mas isso não faz dele uma boa escolha para TV. Para uma ligação de antena doméstica, procure a indicação 75 Ω e evite assumir que qualquer coaxial serve.
Macho e fêmea: é preciso olhar para as duas pontas
O género refere-se ao contacto físico, não ao equipamento que envia ou recebe o sinal. Em IEC, o macho tem pino e a fêmea tem recetáculo. Em F, fala-se normalmente de macho para o conector com porca que se enrosca numa base F fêmea do equipamento.
Um cabo IEC macho-fêmea é habitual entre a tomada de parede e o televisor, mas não é uma regra universal. Uma instalação pode necessitar de macho-macho, fêmea-fêmea ou de um adaptador. Antes de comprar, observe ambas as portas e anote o que deve encaixar em cada uma.
Como referência de formato, um cabo coaxial de antena de 75 Ω com terminação macho-fêmea corresponde ao esquema frequente de tomada de parede e entrada de TV, desde que o género e o tipo IEC coincidam com ambos os conectores.
Tabela rápida de decisão
| Situação observada | Terminação provável | O que verificar antes de escolher |
|---|---|---|
| Tomada de parede TV e entrada ANT IN do televisor | IEC | Género de ambas as pontas e comprimento |
| Saída de recetor TDT para a TV | IEC | Se ambas as portas requerem macho, fêmea ou combinação |
| Tomada SAT para descodificador de satélite | F macho no cabo | Rosca, diâmetro do coaxial e passagem por calhas |
| LNB de parabólica para o recetor | F macho em ambas as pontas | Utilização no exterior, vedação e percurso total |
| Tomada TV/R/SAT | IEC para TV/R; F para SAT | Etiqueta exata de cada saída |
| Cabo instalado que termina de forma diferente da do equipamento | Adaptador IEC/F ou mudança de cabo | Sentido, género e perdas acrescentadas |
Comprimento, blindagem e qualidade de montagem
A blindagem protege o sinal contra interferências e também reduz aquilo que o cabo irradia. Uma malha com boa cobertura, acompanhada em muitos cabos por uma lâmina, tende a comportar-se melhor em zonas com routers, fontes de alimentação, motores ou traçados elétricos próximos. Ainda assim, uma blindagem excelente não compensa um conector mal montado ou um condutor partido.
Evite curvas apertadas, esmagamentos debaixo de móveis e puxões sobre os conectores. No exterior, o cabo e as uniões devem estar preparados e protegidos contra a água e a radiação solar. Um conector F exposto não fica impermeabilizado só por estar roscado.
Erros comuns ao instalar cabo de antena
- Confundir TV com SAT. A TDT chega normalmente por IEC e o satélite por F. Um adaptador muda a forma, mas não converte um sinal TDT em satélite nem o contrário.
- Comprar pelo género de apenas uma das pontas. É preciso rever a tomada e o recetor. As fotografias do conector ajudam mais do que lembrar-se de «acho que era macho».
- Utilizar coaxial de 50 Ω. Pode transportar sinal, mas quebra a adaptação prevista para uma rede de 75 Ω.
- Encadear adaptadores sem necessidade. Cada união acrescenta um possível ponto de folga, oxidação ou perda. É preferível uma terminação correta de extremo a extremo.
- Culpar o cabo por qualquer falha. A pixelização também pode ter origem numa antena desorientada, sinal excessivo, amplificador saturado, repartidor defeituoso ou problema no sistema comunitário.
- Descarnar mal um conector F. Um fio da malha a tocar no condutor central pode provocar um curto-circuito. Em satélite, além disso, o recetor pode alimentar o LNB pelo próprio coaxial.
Verificação antes de fechar a instalação
Com os equipamentos desligados, confirme que não há fios de malha a tocar no condutor central. Enrosque os F até ficarem firmes, sem forçar a porta, e insira os IEC por completo. Depois, verifique o nível e a qualidade de sinal no menu do televisor ou do recetor. A qualidade costuma ser mais útil do que uma percentagem de nível isolada.
Perguntas frequentes
Posso usar um adaptador IEC para F?
Sim, quando apenas precisa de adaptar a terminação física e o sinal é compatível com a porta de destino. O adaptador não transforma TDT em satélite nem altera frequências, alimentação ou protocolos.
Um cabo mais grosso recebe sempre melhor?
Não necessariamente. O diâmetro pode estar relacionado com menores perdas, mas também importam o dielétrico, a blindagem, os conectores e a frequência. Compare os dados de atenuação e a utilização prevista.
Como sei se a minha tomada é de TV ou de satélite?
A saída de TV costuma ser IEC à pressão e a SAT costuma ser F roscada. Numa tomada múltipla, verifique as marcações TV, R e SAT. Se não houver etiquetas, consulte o mecanismo instalado antes de ligar um recetor que alimente o coaxial.
75 Ω e 75 ohms significam o mesmo?
Sim. Ω é o símbolo de ohm. Neste contexto indica a impedância característica do sistema coaxial, não a resistência contínua do cabo.
A pixelização significa que preciso de um cabo novo?
Nem sempre. Experimente primeiro as ligações, outro cabo de ligação que saiba estar bom e os indicadores de qualidade. Se vários vizinhos tiverem a mesma falha, a causa pode estar na antena ou na central comunitária.